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	<title>Leandro Bortolozo Pedron &#8211; Popp Advogados Associados</title>
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	<description>Escritório de advocacia em Curitiba, Paraná.</description>
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		<title>A nova Lei 13.874/19 e as alterações no Código Civil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leandro Bortolozo Pedron]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 19:54:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Informativo]]></category>
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					<description><![CDATA[Em abril deste ano, o chefe do executivo editou, dentro de suas competências, a Medida  Provisória 881, a qual ficou conhecida como a “Medida da liberdade<span class="excerpt-hellip"> […]</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em abril deste ano, o chefe do executivo editou, dentro de suas competências, a Medida  Provisória 881, a qual ficou conhecida como a “Medida da liberdade econômica”; referida MP resultou no sancionamento da Lei 13.874 de 20 de setembro de 2019.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta nova lei traz diversas alterações no ordenamento jurídico, modificando a Consolidação das Leis do Trabalho, a Lei das Sociedades Anônimas, o Código Civil, além de diversas outras leis esparsas. Alterações acerca do Código Civil, mais especificamente sobre o Instituto da Desconsideração da Personalidade Jurídica é o que se pretende abordar.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a pessoa jurídica passa a desenvolver papel divergente para o qual foi criado, ela descaracteriza sua função como agente em favor ao desenvolvimento da economia. Como mecanismo para evitar o abuso de poderes pelo empresário, foi desenvolvido a Desconsideração da Personalidade Jurídica.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de aprofundar-se no tema, pertinente realizar algumas considerações acerca do instituto. Não é unanimidade na doutrina o marco histórico de sua primeira aparição, sendo na Inglaterra no século XIX, mais especificamente em 1897 no caso Salomon <em>versus </em>Salomon &amp; CO, a tese mais aceita <a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><sup>[1]</sup></a>. A nível nacional, quem o apresentou, requerendo sua aplicação pela via jurisprudencial, visto que a época, o ordenamento vigente não previa expressamente a aplicação do Instituto da Desconsideração da Personalidade Jurídica, foi o renomado jurista paranaense Rubens Requião. <a href="#_ftn2" name="_ftnref2"><sup>[2]</sup></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em breve resumo, a desconsideração nada mais é do que do que imputar a entidade humana por trás da expressão de vontade da empresa, a responsabilidade por tal ato.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a desconsideração o artigo 50 do Código Civil, define que, é requisito necessário para o abuso da personalidade jurídica o desvio da finalidade ou confusão patrimonial. A referida MP trouxe algumas alterações, especificamente incluindo no texto a necessidade de dolo no desvio da finalidade, assim considerava “(&#8230;) <em>desvio de finalidade é a utilização <u>dolosa </u>da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a sanção da Lei 13.874, o dolo foi retirado do texto legal, passando a constar que o o desvio da finalidade é a utilização da pessoa jurídica afim de lesar credores ou praticar atos ilícitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Da analise do artigo 49 do Código Civil, que também foi alvo da r. lei, pode-se dizer que sua reformulação é reprodução praticamente igual do artigo 20 do Código Civil de 1916 que assim trazia “<em> As pessoas jurídicas têm existência distinta da dos seus membros”. </em>Sabe-se que o Código de 2002 não optou por reexpressar o ditame legal, gerando debates, que por fim acabaram por prevalecer a concepação da pessoa jurídica como realidade técnica e orgânica. De certa forma, tem-se que esta última alteração surge para reafirmar concepções doutrinárias já aceitas pela jurisprudência.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a vigência do Código de 2002, passou-se a ter uma incidência desproprocional e de certa forma abusiva do instituto, chegando a atingir sócios ou outros membrors da pessoa jurídica que não haviam praticada o ato ílicito, ou seja, abrangia-se a responsabilização para quem não havia dado causa. Crítica essa amplamente emanada pelos lobby empresarial.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a recente alteração, tem-se novos critérios objetivos para se caracterizar a incidência do instituto, o que na prática, pode vir a trazer maior certeza jurídica, daí o nome dado a Lei (Lei da liberdade econômica), pois visa a trazer uma maior segurança ao empresário, resguardando maior confiança no exercício da atividade empresarial, e espera-se que, consequentemente promova desenvolvimento da estagnada economia nacional.</p>
<hr />
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"><sup>[1]</sup></a> BRUSCHI. Gilberto Gomes. <strong>Aspectos Processuais da Desconsideração da Personalidade Jurídica.</strong> 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2009, p.14.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2"><sup>[2]</sup></a> COELHO, Fábio Ulhoa. <strong>Desconsideração da Personalidade Jurídica. </strong>São Paulo: Revista dos Tribunais, 1989, p. 35.</p>
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